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João Gramani • 3 de julho de 2026

Olho seco: quando o desconforto deixa de ser normal?

Ardência, sensação de areia nos olhos, vermelhidão e visão embaçada ao longo do dia. Muitas pessoas convivem com esses sintomas e acreditam que fazem parte da rotina.

Em alguns casos, realmente podem ser temporários. Mas quando o desconforto se torna frequente, pode indicar uma condição bastante comum: a síndrome do olho seco.

Embora muitas vezes seja vista como um problema simples, o olho seco pode impactar significativamente a qualidade de vida e, quando não tratado adequadamente, comprometer a saúde da superfície ocular.

O que é olho seco?

O olho seco acontece quando os olhos não produzem lágrimas em quantidade suficiente ou quando a qualidade da lágrima não é adequada para manter a superfície ocular protegida e lubrificada.

A lágrima possui funções essenciais para a visão e para a saúde dos olhos. Além de manter a hidratação, ela ajuda a proteger contra infecções e contribui para uma visão mais nítida.

Quando esse equilíbrio é alterado, surgem os sintomas.

Quais são os sintomas mais comuns?

Os sinais podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem:

Sensação de areia nos olhos

Ardência ou queimação

Vermelhidão frequente

Coceira

Sensibilidade à luz

Visão embaçada temporária

Desconforto ao usar lentes de contato

Em alguns casos, o excesso de lacrimejamento também pode ser um sinal de olho seco. Isso acontece porque o olho tenta compensar a irritação produzindo lágrimas de forma reflexa, mas elas não possuem qualidade suficiente para resolver o problema.

Por que o olho seco está cada vez mais comum?

O estilo de vida atual tem grande influência.

Passar horas em frente ao computador, celular ou tablet reduz a frequência do piscar, aumentando a evaporação da lágrima.

Além disso, ambientes com ar-condicionado, exposição prolongada a ventiladores, poluição e baixa umidade do ar também favorecem o desenvolvimento da condição.

O envelhecimento é outro fator importante. Com o passar dos anos, a produção natural de lágrimas tende a diminuir.

Quem tem maior risco de desenvolver olho seco?

Alguns grupos apresentam maior predisposição.

Entre eles estão:

Pessoas acima dos 50 anos

Mulheres, especialmente após a menopausa

Usuários frequentes de lentes de contato

Pacientes com doenças autoimunes

Pessoas que passam muitas horas em frente às telas

Usuários de determinados medicamentos, como antidepressivos e anti-histamínicos

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado durante a consulta oftalmológica.

Além da avaliação clínica, o médico pode utilizar testes específicos para medir a quantidade e a qualidade da lágrima produzida pelos olhos.

Identificar a causa é fundamental para indicar o tratamento mais adequado.

Existe tratamento?

Sim.

O tratamento depende da intensidade dos sintomas e da origem do problema.

Em muitos casos, o uso de lágrimas artificiais já proporciona melhora significativa.

Também podem ser recomendadas mudanças de hábitos, como aumentar a frequência de pausas durante o uso de telas, melhorar a hidratação e reduzir a exposição a ambientes muito secos.

Nos casos mais persistentes, existem tratamentos específicos que ajudam a controlar a inflamação e melhorar a qualidade da lágrima.

Quando procurar um oftalmologista?

Se o desconforto é frequente ou interfere nas atividades do dia a dia, a avaliação médica é importante.

Embora o olho seco seja uma condição comum, sintomas persistentes não devem ser ignorados.

Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, maiores são as chances de controlar os sintomas e preservar o conforto visual.

Conclusão

O olho seco vai muito além de um simples desconforto.

Ele pode afetar a produtividade, a qualidade da visão e o bem-estar ao longo do dia.

Se seus olhos frequentemente ardem, ficam vermelhos ou parecem cansados, talvez não seja apenas cansaço.

Pode ser um sinal de que seus olhos precisam de atenção.


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